domingo, 13 de abril de 2008

Pinturas de Guerra... e outras bicadas.

Em cada gesto perdido, tu és igual a mim. Em cada ferida que sara escondida do mundo eu sou igual a ti, fazes pinturas de guerra que eu não sei apagar. Pintas o sol da cor da terra e a lua da cor do mar.
Em cada grito de alma eu sou igual a ti, de cada vez que um olhar te alucina e te prende, tu és igual a mim... fazes pinturas de sonhos, pintas o sol na minha mão e és mistura de vento e lama, entre os luares perdidos no chão - em cada noite sem rumo - tu és igual a mim. De cada vez que procuro, preciso um abrigo, eu sou igual a ti. Faço pinturas de guerra que eu não sei apagar. E pinto a lua da cor da terra
e o sol da cor do mar. Em cada grito afundado eu sou igual a ti, de cada vez que a tremura desata o desejo tu és igual a mim... Faço pinturas de sonhos e pinto a lua na tua mão, misturo o vento e a lama
piso os luares perdidos no chão. Na soleira da porta, confortavelmente instalada, contemplo a magia das cores. Tenho a sensação que a tela inicialmente branca tem as pinceladas de várias mãos. São tatuagens que marcam momentos únicos e intensos vividos por pessoas diferentes. E assim se faz história… e se as cores falassem, teriam tanto para contar.




Para "sujar" os ouvidos com deliciosas notas coloridas "à la Bush"...:

Nenhum comentário:

Ao vivo, veja a soterópolis do alto...