
A mais elevada de todas as loucuras, é envergonharmo-nos das inclinações que recebemos da natureza e fazer pouco dum indivíduo qualquer que tenha gostos singulares... é absolutamente tão bárbaro quanto insinuar isso à todos - impossível.
Lê-se também que, assim como os precoces botões pelas lagartas são roídos antes de florescerem, os mais tenros entendimentos ficam transformados pelo amor em loucura rematada.
Fanados em botão, a perder vêm todo o frescor em plena primavera e as esperanças de um futuro opimo. Mas, por que perder tempo em dar conselhos a um partidário da paixão estulta? Quando o bom mesmo é na esbórnia do arauto Sol adentrar...
Existe uma espécie de prazer (para não dizer desleixado desespero) no orgulho em rir dos defeitos* , e estes gozos são tão doce ao homem e particularmente aos imbecis, que é muito raro vê-los renunciar-lhes... Isso provoca, aliás, maldades, frios ditos de espírito, fracos trocadilhos, e para a sociedade (ou seja para uma coleção de seres que o tédio junta e que a estupidez modifica) é tão doce falar duas ou três horas sem nada dizer, tão delicioso brilhar à custa dos outros e anunciar estigmatizando-o um vício que se está muito longe de ter... é uma espécie de elogio que se pronuncia táticamente sobre si mesmo, (*tal qual efeitos que não se tem) por este preço consentem até em se unir aos outros, em fazer intriga (...conluio, ou seja lá o que for maquinado em coletivo segredo) para esmagar o indivíduo, cujo grande erro é o de não pensar como o comum dos mortais, e retirar-se para casa - inchados do espírito que mostram - quando só provaram radicalmente por uma tal conduta pedantismo e tolice.
Por essas e outras é que eu prefiro forjar minha alma de boas virtudes, não apenas mobília-la com fugazes realizações ou pseudo-eidos ( ethereas aparências, ...).
Amor em tudo... sempre.
Para ouvir, a nova "novidade" dos: The Raconteurs - Consolers Of The Lonely
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