segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aparentemente é isso mesmo..!!!


Um de meus filósofos prediletos é Friederich Wilhelm Nietzsche. Sim, aquele mesmo, aquele que morreu louco, doido varrido e que, dizem por aí, as idéias inspiraram o nazismo. Mas muitas idéias inspiraram o nazismo, enfim…

Gosto da filosofia de Nietzsche porque, como eu, ele sempre foi um inconformado com o status quo , um apaixonado pela vida em sua totalidade. Uma ironia, pois foi engolido por suas próprias idéias na ilusão de alcançar o tão almejado equilíbrio, mental, filosófico, espiritual e intelectual. Na ilusão de querer mudar o mundo.

Pouco antes de desenvolver problema mentais, ele escreveu a um amigo: “Outros precisam fazer melhor minha vida e meus pensamentos”…(E e aqui estamos nós, seus fiéis seguidores…) e em seguida, tudo aconteceu rapidamente, como num videoclipe acelerado: ele não conseguiu mais ter equilíbrio. O filósofo do “martelo” refugiou-se novamente no cristianismo que tanto combateu, transmutou-se mais uma vez com espuma na boca à condição de “leão” e gritou seu não! Num espaço vazio e sem eco.

Algo nele de repente queria tomar as rédeas do mundo. Ele escreveu bilhetes confusos a pessoas com as quais não convivia há tempos e os assinou como “o crucificado”.

Almejando alcançar a “insustentável leveza do ser”, o pai do “eterno retorno” tomou o peso para si, no esfolamento de seus invólucros revelou-se a ele subitamente um espírito do fardo.

Em Turim, Nietzsche viu pela janela de sua hospedaria, um cocheiro chicoteando sem misericórdia seu cavalo; ele abraçou a pobre criatura e então caiu no fogo escuro de seu próprio “abismo”.

Dez anos depois de perder a razão, passando a viver uma vida vegetativa sob os cuidados de sua mãe e irmã, Friedrich Nietzsche morreu em 25 de agosto de 1900. Mas sua filosofia contudo, sobrevive com portas e janelas, sempre, sempre abertas.

Eis algumas “vitaminas filosóficas” de Nietzsche que gostaria de compartilhar com vocês:

-Just do it (foi Nietzsche quem criou o slogan da Nike)

“Não confie num pensamento que vem quando você está sentado”. Estar em movimento para Nietzsche, não significa necessariamente viajar, caminhar, correr e andar, mas sobretudo PENSAR. A prática é tudo. Os pensamentos estão aí para ser colocados em prática. A filosofia pode e deve transformar-nos. Preste atenção se um pensamento apenas ensina e informa ou se vitaliza, propulsa e o leva a entrar em ação.

E aja.

-Não subestime os pequenos começos

O efeito da transformação é profundo, portanto, ela deve ser paulatina, através de um treinamento constante. Nietzsche defende as pequenas mudanças. Mega-projetos, novos e complexos são naturalmente belos, mas em geral não mudam de verdade nosso comportamento. O filosofar nietzschiano abre nossos olhos para o que está próximo e é habitual. Fique alerta e tome pequenas doses.

-É melhor ser alegre que ser triste…

O espírito do fardo está ligado ao dever. Em Gaia ciência o filósofo nos ensina a ter alegria de viver, leveza e exatidão. As grandes verdades não existem. Portanto, com disposição e alegria, nós podemos sair em busca das pequenas verdades da vida. Cometer erros e fracassar faz parte do trabalho. Persevere e não minta para si próprio.

-Não se reprima…

Nenhuma mudança acontece sem causar incômodo. Nietzsche nos desafia e nos exorta a permitir esse incômodo, pois somente inquietos e incomodados nos movemos rumo à mudança. Sua própria filosofia é um incômodo. Primeiro transforme-se, a compreensão do que aconteceu só vem depois…quando vem.

-O importante é o que importa

Nietzsche sugere que nos lembremos daqueles momentos nos quais de fato estivemos felizes ou amamos verdadeiramente para sempre voltarmos a experimentar esses sentimentos, genuínos, para não nos deixar enganar. Sendo assim, irradiamos suas remiscências sobre o que fazemos no presente e no futuro. É preciso se concentrar no que se quer, de verdade.



Para ouvir Nietzsche só algo incompreensivelmente bom quanto Portishead, à meia luz e com duas boas companheiras, uma garrafa de vodka e uma cama habitada de desejos libidinosos: http://www.mediafire.com/?4zdi4upwnyq


domingo, 13 de abril de 2008

Pinturas de Guerra... e outras bicadas.

Em cada gesto perdido, tu és igual a mim. Em cada ferida que sara escondida do mundo eu sou igual a ti, fazes pinturas de guerra que eu não sei apagar. Pintas o sol da cor da terra e a lua da cor do mar.
Em cada grito de alma eu sou igual a ti, de cada vez que um olhar te alucina e te prende, tu és igual a mim... fazes pinturas de sonhos, pintas o sol na minha mão e és mistura de vento e lama, entre os luares perdidos no chão - em cada noite sem rumo - tu és igual a mim. De cada vez que procuro, preciso um abrigo, eu sou igual a ti. Faço pinturas de guerra que eu não sei apagar. E pinto a lua da cor da terra
e o sol da cor do mar. Em cada grito afundado eu sou igual a ti, de cada vez que a tremura desata o desejo tu és igual a mim... Faço pinturas de sonhos e pinto a lua na tua mão, misturo o vento e a lama
piso os luares perdidos no chão. Na soleira da porta, confortavelmente instalada, contemplo a magia das cores. Tenho a sensação que a tela inicialmente branca tem as pinceladas de várias mãos. São tatuagens que marcam momentos únicos e intensos vividos por pessoas diferentes. E assim se faz história… e se as cores falassem, teriam tanto para contar.




Para "sujar" os ouvidos com deliciosas notas coloridas "à la Bush"...:

sábado, 29 de março de 2008

Mentes que não temem exercer o que delas se espera...




A mais elevada de todas as loucuras, é envergonharmo-nos das inclinações que recebemos da natureza e fazer pouco dum indivíduo qualquer que tenha gostos singulares... é absolutamente tão bárbaro quanto insinuar isso à todos - impossível.
Lê-se também que, assim como os precoces botões pelas lagartas são roídos antes de florescerem, os mais tenros entendimentos ficam transformados pelo amor em loucura rematada.
Fanados em botão, a perder vêm todo o frescor em plena primavera e as esperanças de um futuro opimo. Mas, por que perder tempo em dar conselhos a um partidário da paixão estulta? Quando o bom mesmo é na esbórnia do arauto Sol adentrar...
Existe uma espécie de prazer (para não dizer desleixado desespero) no orgulho em rir dos defeitos* , e estes gozos são tão doce ao homem e particularmente aos imbecis, que é muito raro vê-los renunciar-lhes... Isso provoca, aliás, maldades, frios ditos de espírito, fracos trocadilhos, e para a sociedade (ou seja para uma coleção de seres que o tédio junta e que a estupidez modifica) é tão doce falar duas ou três horas sem nada dizer, tão delicioso brilhar à custa dos outros e anunciar estigmatizando-o um vício que se está muito longe de ter... é uma espécie de elogio que se pronuncia táticamente sobre si mesmo, (*tal qual efeitos que não se tem) por este preço consentem até em se unir aos outros, em fazer intriga (...conluio, ou seja lá o que for maquinado em coletivo segredo) para esmagar o indivíduo, cujo grande erro é o de não pensar como o comum dos mortais, e retirar-se para casa - inchados do espírito que mostram - quando só provaram radicalmente por uma tal conduta pedantismo e tolice.
Por essas e outras é que eu prefiro forjar minha alma de boas virtudes, não apenas mobília-la com fugazes realizações ou pseudo-eidos ( ethereas aparências, ...).
Amor em tudo... sempre.


Para ouvir, a nova "novidade" dos: The Raconteurs - Consolers Of The Lonely

http://rapidshare.com/files/101860300/Rac-COTL_part1.rar
http://rapidshare.com/files/101911731/Rac-COTL_part2.rar

sábado, 22 de março de 2008

Salve Jano..!!! (Porra de Páscoa...)



Falam de Páscoa, sendo ela a representação da idéia de renovação dos votos de fé... nascimento e morte de "Nosso senhor" Ieová (Jesus em aramaico, para ser hermeneuticamente correto para alguns...), mas esquecem de que quase tudo que existe hoje deriva de outrora...
O que conhecemos hoje como símbolo da Páscoa é uma oferenda Maia para o Deus Chac-lena, da planicie de Yucatan - o famigerado Ovo de Páscoa... E dizer que assim como o natal (tal quando o conhecemos) o "vetor mor" da celebração é o religioso, é brincadeira né... Resgatemos então esse tal deslocamento...

Nem sempre o dia 25 de Dezembro foi dia de Natal. A origem da celebração deste dia parece ser muito antiga mas a filiação mais direta provem, como tantas outras coisas, dos Romanos. Estes celebraram durante muito tempo uma festa dedicada ao deus Saturno que durava cerca de quatro dias ou mais. Nesse período ninguém trabalhava, ofereciam-se presentes, visitavam-se os amigos e, exclusivamente, os escravos recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse (pire aí, tudo mesmo!!!), sendo servidos pelos amos, invertendo oa papeis... (Pena que o tal agraciado, depois da festa, era posto em sacrifico em honra ao Deus Saturno... mas aí já é outra história..)
Era também coroado um rei que fazia o papel de Saturno. Esta festa era chamada Saturnália e realizava-se no solstício de Inverno. Convém lembrar aqui que o solstício de Inverno era uma data muito importante para as economias agrícolas – e os Romanos eram um povo de agricultores. Fazia-se tudo para agradar os deuses e pedir-lhes que o Inverno fosse brando e o sol retornasse ressuscitado no início da Primavera. Como Saturno estava relacionado com a agricultura é fácil perceber a associação do culto do deus ao culto solar.

Mas outros cultos existiam também, como é o caso do deus Apolo, considerado como "Sol invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro data que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
É somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começa a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa) mas no dia 6 de Janeiro, com a Epifania. Quando, em 313, Constantino se converte e oficializa o Cristianismo a Igreja Romana procura uma base de apoio ampla, procurando confundir diversos cultos pagãos com os seus. Desistindo de competir com a Saturnália, deslocou um pouco a sua festa e absorveu o festejo pagão do nascimento do Sol transformando-o na celebração do nascimento de Cristo. O Papa Gregório XIII fez o resto: é mais fácil mudar o calendário do que mudar a apetência do povo pelas festas...

O que dizer então da farsa que é a Páscoa... Viva o coelhinho da páscoa..!!! Viva as Nestlês de plantão... Viva a Hipocrisia, que nos golpeia com jabs e diretos na linha do abdômen diariamente... E assim como nos inquieta certas "verdades absolutas" indago... se o que vale é a saudação oa que se pode renovar, com a data e tal... Porque não celebrar a Jano (ou Janus para os eturscos)?

Saudações papais, because: "Habemus Papa"..!!!



Para ouvir, esse jab de direita dos geniais Mark Lanegan (ex-Screaming Trees e QotSA) e Greg Dulli (ex-Afghan Wigs):
http://rapidshare.com/files/92891579/The_Gutter_Twins_-_Saturnalia__2008_.rar

sexta-feira, 21 de março de 2008

De agora em diante é: "Pé em Deus e Fé na taubá !!!"




Vá ao encontro do que deixou para trás, e agora surge belo em teu caminho.
Faça tudo certo o quanto puder em paz, para povoar do teu coração como ninho.
E se aqueles sonhos de paixão de outrora, retornarem reais demais para se duvidar.
E com isso a emoção pulsar a mil por hora, e a alegria insistir surpreender e ficar.
Abrir os braços feliz pela dor que passou, e à sabedoria, com refinada alegria deixou.
E se aquelas lembranças do tempo colegial, revivessem para reafirmar que há esperança.
E com elas o seu eu jovem ser o seu atual, e lutarmos como quem do bem não se cansa.
Desejo que você seja muito feliz e vença, alcançando forte todo o bem em que pensa.
Olhando o mundo como ele é, não como se apresenta.
Respirando suave o ar da fé, entregue a tudo no que tentas.






...para ouvir:

Smashing Pumpkins - American Gothic EP (2008)
http://rapidshare.com/files/86202931/smashing_pumpkins_-_american_gothic_ep__2008_.rar


Ao vivo, veja a soterópolis do alto...